Aproximadamente 600.000 hérnias inguinais são operadas ao ano nos EUA sendo que nos Brasil os números são imprecisos. A grande maioria é realizada da maneira convencional. Algumas são realizadas via laparoscópica.
Nos dias de hoje, muitas coisas mudaram para tratamento da hérnia, e com o advento de modernas técnicas cirúrgicas e anestésicas, algumas hérnias podem ser tratadas em nível ambulatorial (o paciente não precisa ficar internado no hospital), a dor no período de recuperação é mínima, e, com o uso da videolaparoscopia são necessários apenas pequenos orifícios de cerca de 1 cm (não há corte na região da hérnia). Através de um destes orifícios é introduzida uma ótica acoplada a uma micro câmera de alta resolução. Os médicos realizam a cirurgia utilizando micro instrumentos cirúrgicos introduzidos através dos outros dois orifícios. O retorno às atividades normais do indivíduo é praticamente imediata, sem restrição ao esforço físico, esportes, no período pós-operatório (3 dias). Para a correção da hérnia é utilizada uma tela de material sintético (polipropileno), inerte ao organismo, mas que faz com que a região enfraquecida pela hérnia volte a ter sua resistência normal. Esta técnica segue o princípio da cirurgia sem tensão nos tecidos (tension free).
Todos estes fatores, associados a grande experiência da equipe cirúrgica neste tipo de cirurgia, fazem deste um procedimento muito seguro, e com um índice de recidiva (hérnia que volta) menor que 1%, resultado que só é atingido em poucos centros especializados no mundo.
