tipos de cirurgia

OPERAÇÃO PARA OBESIDADE

Tipos de Procedimentos:
 
As operações usadas no tratamento da obesidade mórbida são também conhecidas como operações bariátricas. Estes procedimentos reduzem o tamanho do estômago e ou o comprimento do intestino, cujo objetivo é limitar a quantidade de comida que você pode ingerir e ou absorver.
 
Existem vários procedimentos, os quais podem ser divididos em:

1) Restritivos são procedimentos que reduzem o tamanho do estômago, limitando a quantidade de alimentos que você pode ingerir. O paciente se sente satisfeito após ingerir uma quantidade menor de alimentos. Mesmo que o paciente queira, ele não consegue ingerir uma grande quantidade de alimentos de uma única vez, porque ele tem a impressão que seu estômago está repleto (cheio). A banda gástrica e a gastroplastia vertical são exemplos de operações restritivas.

2) Malabsortivos ou disabsortivos são operações que reduzem o comprimento do intestino, diminuindo a quantidade de alimentos que o organismo (intestino) absorve. A parte do alimento não absorvida é eliminada nas fezes. Este tipo de operação foi muito usado no passado, mas as graves complicações pós-operatórias fizeram com que este procedimento só seja utilizado atualmente em casos excepcionais.

3) Mistos são procedimentos que associam tanto a redução do tamanho do estômago como do comprimento do intestino. Desta forma, ocorre tanto uma redução da quantidade de alimentos que pode ser ingerida, como da quantidade de alimentos que pode ser absorvida pelo organismo. A operação de Capella, operação de Wittgrove, operação de Fobi, operação de Scopinaro e operação de desvio duodenal são alguns exemplos dos procedimentos mistos. Esses são os procedimentos mais utilizados.

Indicações da cirurgia.

  • O paciente deve ser portador de obesidade crônica, com IMC atual ou prévio documentado de 40 kg/m² ou mais.
  •  Se o IMC estiver entre 35 e 40 kg/m², deve haver alguma comorbidez associada, seja médica, psicológica ou de outra natureza, grave o suficiene para justificar os riscos da operação proposta.
  •  Falta de métodos clínicos na redução do peso
  •  Aceitável risco cirúrgico e ausência de desordem endócrina que podem levar a obesidade.

Técnicas mais comuns de cirurgia:

  • Gastroplastia tipo Fobi-Capella 
  • Banda gástrica ajustável por laparoscopia                                          
  • Derivação biliopancreática ou cirurgia de Scopinaro

                  
  - Cirurgia de Fobi-Capella, ou Bypass gástrico em Y de Roux, em inglês Bypass significa desvio. É o procedimento de “redução do estômago” mais utilizado nos EUA e Brasil. Grampeadores cortantes são usados para criar uma pequena bolsa na parte alta do estômago. Esta pequena bolsa se enche rapidamente de comida. Enviando ao cérebro sinais de que o estômago está cheio. Após passar pela bolsa, a comida entra diretamente no intestino delgado, não percorrendo um segmento do canal alimentar e diminuindo, com isto, a absorção de calorias.
Por ter um componente tanto restritivo e disabsortivo, este procedimento apresenta uma perda de peso mais rápida e mais intensa, do que os outros procedimentos somente restritivos.

Esta técnica é a que adotamos na maioria dos casos. Esta cirurgia é considerado pela Sociedade Americana, Brasileira e outras sociedades de cirurgia Bariátrica como “padrão ouro” da especialidade. Estudos indicam que a qualidade de vida é melhor com esta técnica, com menor incidência de regurgitação e maior facilidade de adaptação.  

Fobi
Dr. Carim com Capella
Fobi
Dr. Carim com Capella

                                     

         - A banda gástrica é uma prótese de silicone que tem um balão insuflável, por dentro, parecido com um manguito do aparelho de medir pressão arterial.
Quando colocada em volta da parte alta do estômago forma um anel que o aperta conferindo-lhe a forma de um relógio de areia.
Quando o balão é insuflado ou desinsuflado, aperta mais ou menos o estômago de maneira que podemos controlar o esvaziamento do alimento da parte alta para a parte baixa do órgão.
O balão é ligado a um botão de metal e plástico que fica embaixo da pele por intermédio de um delicado tubo de silicone.
Este botão que fica sob a pele e gordura fixo no músculo do abdome pode ser alcançado com uma fina agulha de injeção.
Desta forma podemos injetar água destilada para apertar mais o estômago ou esvaziar o receptáculo para aliviar a obstrução à passagem de alimento.
Como os receptores que traduzem para o cérebro a mensagem de saciedade se encontram na parte de cima do estômago, o paciente terá o apetite diminuído, e ficará satisfeito com refeições bem menores que antes da cirurgia. O paciente é obrigado a mastigar bastante e comer lentamente, ingerindo pequenos bolos de cada vez, promovendo um estímulo constante do paladar e uma sensação de saciedade mais precoce; conseqüentemente há uma redução do volume diário ingerido, levando uma diminuição do aporte calórico diário e perda de peso. 

Vale ressaltar que a cirurgia visa estabelecer um padrão alimentar que permita uma ingestão de pequena quantidade de alimentos sólidos, promovendo a sensação de saciedade precoce. A capacidade para ingerir alimentos líquidos e líquidos-pastosos não sofre uma redução tão dramática. Portanto se não houver uma colaboração do paciente no sentido de evitar alimentos líquidos e pastosos de alto teor calórico, a perda ponderal ficará comprometida.

- Derivação biliopancreática ou cirurgia de Scopinaro (nome do cirurgião que inventou este procedimento).  Esta cirurgia consiste em retirar mais da metade do estômago, desta forma fazendo com que o paciente possa comer um volume menor porém satisfatório, associado a um "desvio intestinal" importante.

Habitualmente a vesícula biliar é retirada neste procedimento. Quase 90 % dos pacientes podem apresentar pedras na vesícula durante o processo de emagrecimento. Após quatro a seis meses da cirurgia o paciente poderá ingerir a mesma quantidade de alimento que fazia antes da cirurgia, não havendo limitações para qualquer tipo de alimento.

Este é um tipo de cirurgia que o paciente tem a liberdade de comer carne à vontade. Porém, alguns pacientes podem apresentar odor nas fezes, que pode se constituir em algum problema. Também pode ocorrer, diarréia crônica, flatulências e importante desnutrição.

prof. Nicola Scopinaro - Universitá di Genova
Prof. Nicola Scopinaro

 


Dr. Carim com Dr. Nicola Scopinaro


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